sábado, 11 de julho de 2009

Mal necessário?

"essa é a coisa sobre necessidades: algumas vezes, quando as satisfazemos, elas não são mais necessárias"

Quem disso isso foi Carrie, de sex and the city. Eu, sinceramente, não sei se isso funciona pra todo mundo, mas, muitas vezes, cai como uma luva em certos momentos da minha vida e me ajuda a superar coisas que já não são necessárias e eu insisto em mantê-las ali, por costume ou capricho. Foi assim com o meu Mr. Big.
Fazia muito tempo que não o via, havíamos deixado alguns (muitos) assuntos pendentes, e eu tinha muita vontade de estar com ele de novo (algumas pessoas chamam isso de saudade, eu dou outros nomes). Resolvi dar mais uma chance ao biltre, afinal, eu PRECISAVA disso. E por que não? Com o tanto que já se havia perdido ali, não havia muito mais a perder.
No primeiro dia, nós apenas colocamos as coisas em pratos limpos, mas não apenas limpamos os pratos, também alvejamos, desinfectamos e polimos. Entre feridas e rosas, resolvemos recomeçar. Olha que grande idéia: recomeçar do mesmo jeito que começou: eu sendo a outra (já falei que tô dando aulas nessa matéria? tenho graduação, doutorado, bacharelado e phd). Passou o resto da semana marcando forte presença, mensagens e ligações diárias. Ele dizia que queria fazer dar certo (só comigo ou com as duas?).
Já na segunda vez que nos vimos, voltamos às boas velhas, estava tudo EXATAMENTE como era antes, as minhas atitudes foram as mesmas com relação a ele. Assumo, quem não reposiciona não muda de mercado, não agrega valor, nem altera o comportamento do consumidor. Logo, ele fez as mesmas besteiras comigo.
Precisei quebrar a cara duas vezes pra me reposicionar, mas o mais importante é que o fiz. A partir de então comecei a mudar minhas atitudes para com ele. Ele parecia não estar satisfeito com as mudanças, as novas atitudes e reações. Mas aí é que tá, reposicionamento engloba troca de mercado, adeus Mr. Big.
Se isso fosse antes de eu ver o tal episódio de sex and the city (eu não estou overacting, essa frase de Carrie alterou mesmo minha concepção sobre certas coisas, embora o episódio não tenha nada a ver com nada na minha vida, o sentido das palavras foi inédito pra mim), eu teria me jogado às traças, chorado mais que nuvem carregada, ficado tristissima, me enclausurado ou coisas assim. Ou pior, poderia deixar o reposionamento de lado e continuar a ser a alguma-coisa não-muito-boa-para-qual-eu-não-tenho-palavras dele, só pra continuar com ele(tá, essa não seria eu, mas tem tanta gente que faz esse tipo de coisa né?).
Foi aí que eu parei e pensei: ô Leite, pra que tu ainda queres esse Mr. Big dos infernos? Pra que ele te serve? O que ele ainda tem pra te dar, te oferecer? Tu precisa dele pra quê? E eis que, quase como uma luz divina, surge a resposta: PRA NADA. Ou seja, ele já não é mais necessário. Ele já não me dá mais o que eu preciso, e eu preciso de MUITAS coisas. Então desculpa, mas não vai dar pra ficar amarrada nesse cara só pra manter o costume e meus caprichos, porque as necessidades vêm primeiro e alguém no mundo deve poder me dar as coisas que necessito, esse alguém, definitivamente, não é ele. Então vou ter que ir atrás, desata as algemas: a procura recomeçou!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O sem noção!

Putz, estou irritada! Um cara que eu conheço de tabela mas sempre falou comigo e não o vejo desde 2005, vez ou outra reaparece e vem falar besteira no msn. É o mesmo papo de sempre:

-Oii, *
-Como estas?
-Tu estuda na(o) * né?
-Como anda as férias?
-Eae, vai viajar pra algum lugar?
-Nossa, lá é legal né? Tu já foi alguma vez?

Depois de inúmeros:

-Bem.
-Sim!
-Bem!
-Não.
-É!

Que ele vem se tocar e dizer: Pooxa, estas falando pouco hoje. Estas ocupada?
E eu me pergunto, hoje? Hã? E você por um acaso me conhece sempre? Você não notou que estou irritada do seu papo x-burger?
Poxa, o tempo passa, você perde contato com diversas pessoas. Intimidade é uma coisa que não se tem com todos. Será que eu que sou chata ou ele que não se toca? Sinceramente, acredito que a segunda opção é a mais correta! Tento ser simpatica, mas o problema é que NÃO EXISTE VÍNCULO! O que fazer nesses casos? A vontade é dizer: Ô bunitinho, por que estas a falar comigo? sabia que a gente não tem essa intimidade?
Ahhhh, ABUSO! E depois tem quem diga que é uma caracteristica feminina fazer isso, esse ai tá bem feminino então.

Sra. Sem Noção

Sabe aquele dia em que você bebe mais que respira, faz coisas tão loucas que saddam hussein ficaria com inveja, fala coisas que até o diabo duvida e fica tão sem noção que eu não tenho comparação pra isso? O problema é acordar no outro dia, com os mais variados tipos de ressaca, são tantas que você nem sabe se sua cabeça pesando é consciência ou efeito do alcool. E o pior, você sequer tem condições de julgar e avaliar seus atos. Nessa hora só me sobra uma certeza: Eu preciso beber água.
Algumas pessoas bebem e ficam agressivas (coco), outras ficam zen (açucar), outras choram os fantasmas do passado (gema), mas todas, TODAS falam besteira. Mas eu faço mais: eu falo tudo o que não se deve falar.
Avalia só meus diálogos:

Leite ficando com mais um cara com namorada
- Como é que tu não apagasse as mensagens que te mandei?
- Sei lá, por quê?
- E se tua namorada ver??
- Vê não... mas se quiser apaga.
- Eu não, eu quero que ela veja.
- Hahahaha, tu queres é?
- Quero, pra ver se vocês acabam logo esse namoro.

- eu não quero voltar pra casa..
- quer ficar aqui comigo pra sempre?
- ou talvez eu possa ficar na sarjeta.
- ox, porque? tá doida?
- devo tá, minha prima que mora comigo não vai me deixar entrar em casa.
- por que isso?
- ela briga comigo me mandando deixar de ser rapariga e parar de flertar com cara que tem namorada. Imagine o que vai fazer quando souber que eu peguei mais um cara com namorada. ganho trofeu piranha.

Leite ajeitando o soutien numa pausa da pegação
- deixa eu ajeitar pra tu.
- não, voce não sabe manobrar tudo isso.

O danado tentando pegar nas farturas de Leite
- você não vai pegar aí na primeira ficada.
- que besteira..
- você só quer pegar pra contar pros amigos sobre o antes e o depois. (é que vou fazer redução de mama)
- mas aí eu vou precisar ver também. (fala o que quer...)'

O danado querendo colocar a boca na botija
- Porque o teu irmão tem um cabeção?

E por aí vai. Mas o mais intrigante é que eu não me sinto nenhum um pouco arrependida, ou envergonhada. Eu só faço rir mesmo, no mínimo devo ser uma sem vergonha e eu tenho vergonha disso. Às vezes, eu acho que não custa nada ser um pouquinho mais.. mais.. mais.. mais sensata nas minhas declarações, afinal, o que esses homens devem pensar de mim? e por que inferno eu não me importo com isso também? tá bom, vou parar por aqui e procurar uma psquiatra, talvez uns tratamentos elétricos deem um jeito nisso..

Ms. Leite

Quando estavamos pensando nos codinomes pra usar no blog e decidimos que seriam os ingredientes da cocada, o meu sem nem pensar duas vezes foi escolhido como leite por um motivo bem simples: mr. Milk. Você se pergunta: quem danado é mr. Milk? O mais novo mágico de renome internacional? E eu lhe respondo: quase isso!
Mr. Milk é um cara que eu conhecia desde a epoca do ginásio. Ele já ficou com minha amiga coco, na primeira vez colocando gaia na namorada e na segunda sendo ela a segunda que ele ficava no aniversário da primeira. Tive, portanto, uma experiência próxima de que ele era mesmo o cachorro safado do qual todos falavam, só faltava latir, se não latiu.
Mas isso, é claro, não tira o interesse de certas mulheres, ao contrário, atiça. Foi o meu caso.
Começamos a flertar um certo tempo depois, mas ele nunca foi um paquera potencial, já que eu só me interessava por ele quando o via, nunca nem o tive no curioso.
Até que um dia eu tava de bobeira numa festa não muito legal, já entretida no alcool, a única coisa boa no recinto até então, e eis que Mr. Milk me surge junto com uma boa galera que estudou com a gente. Minhas amigas, que não o conheciam, tentaram me impedir de ficar com ele, talvez por sua estética não muito atrativa à primeira vista, mas pra mim aquilo só fazia parte da diversão. Fiquei com o cara e fiz mais: fui para a casa dele. E fiz menos: não transei com ele.
O danado é que todo mundo me viu saindo de mãozinhas dadas sozinha com ele. Se queimou de graça, garota! (você pensa) e eu digo: calma, saí do rato pelo menos cara, tava tempão sem nem dar beijo na boca e o nível foi legal. E você bota a mão na testa e diz: e por que inferno tu num deu? E eu esclareço: eu sempre soube que ele não prestava, vou me doar pra uma criatura dessa? E você pensa: escrota, então por que ficou? Ain gente perae, eu tava com essa vontade há um tempão. E por que foi pra casa dele então, escrotissima? Essa parte não tem desculpa, só por isso não me dou ao direito de botar pra fuder nele, fiz besteira.
Quando ele me chamou pra ir pra casa dele eu nem pensei em nada, tava já no ponto do alcool em que se fica impulsiva (ok, eu que sou impulsiva, confesso, não vou culpar o alcool só porque ele não pode se defender..), só fiz dizer sim e fui. Confesso que o cara tinha uma pegada legal e tal, mas ele não foi bom o suficiente pra me fazer fugir do racional (e olhe que eu sou boa nisso), portanto não deu pra esquecer que se eu fosse até o ponto terminal eu ia me lascar, ficar fudida, me sentindo super mal por ter sido só o buraco de um cara qualquer, por quem eu não tinha o menor sentimento e ele ainda tinha cabelo no peito e na barriga e nem beijava tão bem assim. E outra, pensa comigo, mesmo que eu não o tivesse feito de palhaço, aposto que ele não ligava, não deixava scrap, não adicionava no msn, nem me levava pra jantar e falava besteira pros amigos DO MESMO JEITO. Então só tenho mais uma coisa a dizer: BEM FEITO!

Mr. Big? só se for SENHOR GRANDE BABACA.

Mister Big é uma expressão inglesa formada de palavras de fácil tradução com o significado de Senhor Grande. O significado adaptado a esta surgiu do seriado 'Sex and the City', onde Carrie, digamos a protagonista, se envolve com um homem ao qual ela se refere como Mr. Big. Este é um homem sedutor que tem uma persolidade marcada pela loucura (isso mesmo, LOUCURA!). O "meliante" é completamente imprevisível, tanto faz o indivíduo ligar, se preocupar, ser carinhoso, como desaparecer, ser indiferente e frio. Hã? Isso parece familiar pra você? Pra mim também, e como essa cocada não é besta, tratou logo de adapta-la ÀQUELE homem que todas nós mulheres temos e simplesmente nos faz de babaca. Pra quem ainda não identificou, MR. BIG é aquele que marcou, marca ou ainda marcará a vida, de nós mulheres e que, sem ser necessário dizer, nossas amigas já o identificam como o TERRITÓRIO de fulaninha. Especial? Não, eu diria que é uma Síndrome de Babaquice Aguda. Só não dá para dizer se DELES ou NOSSA.
E, como não podia ser diferente, eu tenho o meu Mr. Big. Nossa história começou há dois anos, quando ficamos e, já de início, estava tudo errado. Ele estava ficando com uma menina do mesmo colégio que eu, e logo depois não rolou mais nada. Ele começou a namorar com essa menina e depois de 6 meses o relacionamento acabou! Admito que eu nem pensava nele, uma única ficada não é o bastante para construir um envolvimento. Com o fim do relacionamento e o início do verão, numa praia paradisíaca bombada, o reencontro aconteceu e, para piorar, fez aquele vago dia, em que eu fiz a besteirada de ficar com ele e, além disso, dar ousadia demais a quem não merece, se repetir. Resultado, ficamos novamente umas três vezes no verão e perdurou durante todo o primeiro semetre do ano de forma esporádica, mas o que começa com muita ousadia não se pode frear. O garoto era impossível, a cada ficada queria avançar mais, eu tentava mantê-lo quieto, mas sabe né? a carne é fraca e era difícil resistir. Mas o problema era, ele ligava quando queria alguma coisa e no restante do tempo desapareci. Eu me sentia um quase lanchinho, como diz o cafa em seu manual. Digo, quase lanchinho, porque ele nunca conseguiu o seu objetivo final, entretanto, alguma diversão se tirava de tudo aquilo. Depois desses 6 meses de palhaçada (isso mesmo, P-A-L-H-A-Ç-A-D-A), como diria uma amiga minha "não se dar ao valor é se passar por estepe de um cafa como este". Mas, no fundo, acredito ter grande parcela de culpa na vulgarização da relação, ou melhor dessa pseudo-relação! Mas isso não dá o direito do IDIOTA sair por ai falando o que aconteceu, o que não aconteceu, onde aconteceu e onde não aconteceu. Até porque o beijo era ruim, mas eu me envolvia na pegada (na verdade, nem sei o porquê de me envolver), e em uma das últimas ficadas (vale resaltar, na casa dele) houve um avanço de ousadia, mas que não me satisfez, visto que o mesmo era péssimo nessa categoria. Surgiram comentários sobre a pegação, que chegaram rapidamente aos meus ouvidos, e indo conversar com ele sabe o que aconteceu? Nada, o idiota ficava tentando virar a história e sempre negava tudo. Depois de tanta confusão tudo morgou e, pra melhorar ainda mais, ele saiu do estado, graças a Deus! Mesmo com relações cortadas e quase nenhum contato, apenas um pedido de desculpas pelo msn antes de sua viagem, recentemente tive informações de que ele está passando as férias aqui. Fiquei pensativa sobre a notícia, mas espero, sinceramente, não essbarrar por ai com ele, apesar de bater uma ânsia de poder reencontrá-lo!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Esta cocada é boa!

A cocada é doce, tipicamente brasileira e seus principais ingredientes são coco, leite, açucar e gema.
Pode-se adicionar sabor a elas usando polpa de frutas. É exatamente assim que as coisas vão funcionar aqui.
De maneira agradável e bem humorada, nós (senhoritas Coco, Leite, Açucar e Gema) vamos extrair o máximo das experiências em casos e rolos sexo-amorosos para então formar opiniões e discutir os dilemas que todas nós mulheres passamos hoje em dia. Alguns ingredientes adicionais poderão surgir frequentemente para incrementar a receita e deixar a cocada ainda mais gostosa.
A idéia surgiu numa conversa do msn onde discutiamos posts do manual do cafa e do homem é tudo palhaço, relembrando nossas histórias que se assemelhavam a algumas descritas nos dados blogs. Como quanto à combinação ébria, meiga e generosa que acompanha nossa amiga COCO e até mesmo todas as vezes que temos vontade de bater no braço de um sujeito e dizer: "amigo, roliça (cheinha, fofinha, fortinha e derivados) é a tua mãe, debaixo da cama com o negão" (segundo, homem é tudo palhaço).
Sério, pode acreditar, a gente também tem muita história pra contar, pode sentar e acompanhar!