domingo, 19 de julho de 2009

ETs, devolvam nossos homens!

No meu último post eu fiz o seguinte questionamento: "onde foram parar os meios termos?". Eu, particularmente, acho essa pergunta bem interessante. Não sei se o problema é só comigo, mas eu só acho os extremos. Cadê os caras do equilibrio? Minhas experiências, que não são tantas nem tão poucas assim, me oferecem apenas supremos opostos, e aí eu me pergunto: eu que não me contento com nada ou os caras sob condições normais de uso foram abduzidos para uso de uma raça superiror? Vê só o que encontro:

Extremamente Cafajeste -> O cara se faz de bonzinho, se pinta de muito afim, e depois da presa caçada, abandona-a como a um mero pedaço de carne. Dá o ar da graça de vez em quando como forma de manuntenção da sua estadia no congelador, para garantir posterior uso, quando então ele age como se nada tivesse acontecido e volta com cara de bom moço pedindo mais um pedacinho. E se começar cobranças, vais direto ao lixeiro.
Extremamente Bonzinho -> O rapazinho se joga, se esbanja, se escancara, te sufoca. te conhece hoje, se apaixona a primeira vista e amanhã você já é o grande amor. Liga todo dia, fala no msn a toda hora e manda mensagem a cada minuto. Parece que o cara nunca pega ninguém, tava numa seca desgraçada e você é a única chance dele sair do rato (aí voce descobre que ele namorava até uma semana atrás). Tanto mel enjoa, dá nauseas.

Extremamente Inconstante -> De manhã o cara tá só love, carinhoso e atencioso. De tarde nem liga pra você, mal te olha na cara, nem parece que vocês tão juntos. À noite ele age que nem um tarado, só quer te agarrar, parece que você virou Sheila Carvalho e pirou o cabeção do cara. E quando você pergunta o que tá acontecendo: ox, tá doida? tá acontecendo nada, tu é muito viajada, neurótica.
Extremamente Constante -> Você faz piada o cara não ri, você se faz de sexy parece que ele tá olhando a monalisa, você fica puta ele continua a curtir o cigarro. Ele nunca se irrita, nunca se excita, nunca se anima, nunca nada, parece uma múmia. Eu fico até me perguntando se isso não seria alguma espécie de sequela...

Extremamente Louco -> Toda festa o cara tá embreagado. Mas não apenas embreagado, embreagado ao ponto de te constranger. Ele vai atrás de você que nem um doido, ele canta músicas em voz alta, ele fala todos os tipos de besteiras que você imaginar e tira onda seja lá com quem passar. Na primiera ficada é engraçado, mas depois você se pergunta porque ninguém o colocou numa camisa de força ainda.
Extremamente Comum -> Ele estuda, trabalha, come e dorme. Só. Não é engraçado, não é safado, não é romantico, não é divertido, não é carente, não é canalha. Não é nada. Você grita ele ouve. Não tem uma coisa que seja interessante, você não tem uma história sobre ele pra contar pras amigas, senão as loucuras que VOCÊ faz com ele, as quais ele nem retribui. Ele dá sono, entedia.

Isso pra não falar do extremente bobão, do extremamente ridículo, do extremamente fácil, do extremamente difícil.. e por aí vai. O mais importante é que a partir disso se possa avaliar que eu não encontro o cara do meio, em parte alguma, de maneira nenhuma. Mas isso seria reflexo da minha insatisfação como pessoa insasiável e demasiadamente exigente ou, de fato, os homens superestimam o fator personalidade, potencializando-a e perdendo o fator equilibrio?