sábado, 26 de setembro de 2009

Leite é Leite, quando quer virar bem-casado estraga!

Hoje eu estava com insônia e sem poder sair, pois amanhã preciso acordar cedíssimo e sóbria, então resolvi vir tirar esse blog do marasmo. Não virei com minhas teorias ou minhas opiniões inúteis, hoje, eu só quero contar uma história.
Quem lê o blog sabe de minha vocação impulsiva para me relacionar com homens comprometidos, e talvez eu já tenha citado meu interesse incontrolável por gays. Também aproveito para informar que a fórmula secreta para um homem solteiro, heterossexual e feio me conquistar, é me fazer rir. E sempre foi assim.
Desde novinha que eu sou solta na buraqueira, e tive a sorte de encontrar amigos mais estragados ainda. Com eles aprendi a ser quem sou e a ficar com mais de um cara numa noite, mas essa segunda parte eu já desaprendi, calma. Numa dessas baladas-de-fica-com-dois eu fiquei com um cara que era tudo o que eu pediria a São Pedro se eu tivesse pedido, mas não o fiz. Não o faço até hoje, pois não sou chegada a relacionamentos sérios. Mas aí o cara chegou de mansinho e eu tava toda feliz de ter um cara lindo, inteligente e atencioso afim de mim.
Até que um dia ele resolveu me surpreender e me pediu em namoro, só que, conhecidência ou costume, na mesma época,estava ficando com um cara que não era nada do que eu sempre quis, mas era por ele que eu tava apaixonada, e não por Sr. Perfeitinho. Mas como o defeituoso apaixonante estava me rendendo dores de cabeça e cabelos a menos, resolvi, num surto, aceitar o pedido do Sr. Perfeitinho.
Eu, até hoje, retraio relacionamentos sérios, principalmente por que isso nos leva a incluir o outro na nossa vida, e isso torna ainda mais difícil o fator acabar logo com essa palhaçada. Tem gente que fica empurrando com a barriga um relacionamento por meses, até anos, porque não consegue se livrar do bagulho, devido a comodidade com a qual ele está instalado ali. Nunca quis isso pra mim, e com Sr. Perfeitinho não foi diferente, aceitei namorar, mas entrar na minha vida... ahhh.. só se eu tivesse muita certeza, e isso eu nunca tive.
Mas o Sr. Nada de Bom reapareceu em meio a esse namorico-meia-boca, me encostou na parede (literalmente) e me chamou de largatixa (não-literalmente), e eu, prontamente, respondi: --- não precisei reponder nada. Nunca foi política da casa trair os outros, posso até servir de ursa, não ligo, mas eu não poderia deixar de ser sincera com uma pessoa que me importava e que tinha tanta estima por mim. Contei, assim que o vi, que fiquei com outro.
Ouvi coisas duras, me arrependo do que fiz. E o que eu lembro até hoje, quando estou em relacionamentos difíceis, é uma frase que ele disse, chorando e me olhando nos olhos: eu espero que um dia alguém se apaixone por você como eu me apaixonei, porque de mim você não vai ter mais nada, e não é porque eu deixei de sentir, mas porque você ainda não sabe ser amada. Não sabia e ainda não sei.
Também não sei aonde eu quero chegar com essa conversa, porque não sou nenhuma falsa moralista, não vou chegar aqui e te dizer que não traia seu namorado, tampouco vou te dizer pra
se jogar nos braços do primeiro cara apaixonadinho que pintar. Eu só queria mostrar que as pessoas têm sentimentos. Parece óbvio, mas não é. Eu mesma costumo esquecer, e queria poder lembrar mais vezes (não consigo evitar as teorias inúteis).
E também quero agradecer ao Sr. Perfeitinho, por ter me ensinado a ser uma pessoa melhor. Esse apelido que arrumei pra ele parece meio perjorativo né? mas num é não. Na verdade, ele é perfeito sim, uma pena que eu não seja também, para que pudessemos ter formado o casal do século. E por enquanto que meu Imperfeito Ideal não aparece, eu vou curtindo e logo em seguida blogando...